VIH e o Envelhecimento

Neurocognitive Disorders in HIV Infected Patients

Perspetivas sobre alterações neurocognitivas na infeção por VIH – mesa redonda

Síntese

  • Outros fatores víricos / mecanicistas incluem neurotoxicidade e penetração no SNC da medicação antirretrovírica, nadir CD4+, inflamação crónica, DNA provírico circulante, ativação de monócitos e o eventual envolvimento de células T.
  • A depressão e outros fatores psiquiátricos podem ser uma manifestação de controlo inadequado de VIH no SNC, além de comprometerem o desempenho nos testes neurocognitivos.
  • A avaliação clínica das alterações neurológicas requer, numa primeira fase, a avaliação do controlo e do tratamento da infeção e da infeção por VIH, bem como a avaliação de outras condições clínicas relacionadas ou não com a SIDA.
  • A ressonância magnética é a técnica imagiológica mais usada, dada a maior definição que, muitas vezes, permite um diagnóstico mais rápido e fácil.
  • O escape no SNC é definido como doentes tratados com supressão vírica no plasma, mas com vírus detetável no LCR. Pode ser classificado em assintomático (ocasional e raro), neurossintomático ou secundário (quando relacionado com outra infeção do SNC).
  • O tratamento do escape no SNC requer a mudança terapêutica de forma a assegurar que dois ou mais fármacos devem ser ativos no SNC, isto é, com penetração adequada e efeito sobre o vírus no LCR.
  • Estima-se que a prevalência de HAND se situe entre os 12% e os 69%, a nível mundial. Com a TARc, verificou-se uma inversão da prevalência do tipo de HAND, passando as ANI e as MND a serem mais frequentes que a HAD.
  • HAND podem levar a pior sobrevivência, pior adesão ao tratamento, diminuição da capacidade de autocuidado e qualidade de vida, deterioração do desempenho no trabalho e maior taxa de desemprego, e outras alterações a nível pessoal, económico e social.
  • Os fatores relacionados com VIH são os mais importantes para HAND, sendo fundamental a supressão do vírus, a redução das situações de não tratamento ou tratamento inadequado, e o início precoce com TARV.
  • Os fatores relacionados com a reserva cerebral, baixo nível de educação / literacia, traumatismo craniano, genótipo ApoE ε4 são outros fatores de risco a avaliar em doentes com infeção por VIH.
  • Os fatores de risco cardiovascular são modificáveis e devem ser prevenidos e controlados. A fibrose hepática também pode estar envolvida.
  • Os fatores relacionados com a idade, como as comorbilidades, polimedicação e a maior prevalência de doenças neu- rodegenerativas, são importantes numa população com in- feção por VIH e mais envelhecida.
Logo MSD Termos de utilização | Política de Privacidade | Sobre a MSD Copyright © 2018 Todos os direitos reservados. Merck Sharp & Dohme Corp.,uma subsidiária da Merck & Co., Inc. Kenilworth, NJ, USA, conhecida fora dos EUA e Canadá como MSD. Os conteúdos disponibilizados nesta página Web são informação de carácter geral e não substituem em nenhum caso as consultas, tratamentos ou as recomendações do seu médico. INFC-1273571-0000 11/2018