Módulo 4 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Renal Disease in HIV Infected and HIV/HCV Co-infected patients

Gestão clínica da doença renal em doentes infetados por VIH

Autor: Prof. Doutor Josep Mallolas, MD PhD (Prof. Doutor Josep Mallolas, MD PhD)

Como monitorizar a função renal de doentes com infeção por VIH

Na prática clínica, os indivíduos infetados por VIH devem ser monitorizados para a sua função renal, de forma regular (tabela 2).32 No caso de haver necessidade de ajustar a dose de antirretrovíricos, é fundamental conhecer a filtração glomerular estimada (calculada através da fórmula CKD-EPI ou Cockroft-Gault), em especial para os análogos nucleosídeos inibidores da transcriptase reversa (NITR). Em caso necessário e, quando suplantado o risco de hemorragia, deve ser requisitada biópsia renal para averiguar a adequação da terapêutica nos doentes que apresentem níveis de proteinúria superiores a 1,0-1,5 g.

Relativamente à TARV, estão contraindicadas as combinações de dose fixa (por exemplo, Atripla®, Eviplera® e Triumeq®), dada a dificuldade no doseamento de NITR em indivíduos com eTFG <50 mL/min/1,73m2. Igualmente, não se aconselha a coadministração de TDF/FTC/EVG/ COBI em indivíduos com eTFG <70 mL/min/1,73m2.

Tabela 2. Estudo básico da função renal em indivíduos infetados por VIH.

Assim, deve administrar-se um regime terapêutico duplo, com dois NITR (preferencialmente ABC e lamivudina [3TC] ajustadas de acordo com os valores de eTFG), e um terceiro agente, como por exemplo, um análogo não nucleosídeo inibidor da transcriptase reversa (NNITR), IP potenciado com ritonavir (preferencialmente DRV/r ou LPV/r) ou, em alternativa, um inibidor da integrase (por exemplo, raltegravir [RAL]).33,34

Por último, é essencial considerar sempre as opções terapêuticas mais seguras para o doente. Apesar do seu reduzido impacto na toxicidade renal, para terapêuticas que incluam o agente potenciador COBI, é relevante manter uma atenção rigorosa e avaliar se os valores de eTFG aumentam, significativamente, ao final de três meses de tratamento.

Em doentes com múltiplas comorbilidades e fatores de risco concomitantes para doença cardiovascular, ABC não deve ser administrado, pois promove o risco de doença cardíaca.35Assim, para um indivíduo que esteja em diálise e em lista de espera para transplante renal, poderá optar-se por uma terapêutica mais eficaz, controlando os níveis de densidade mineral óssea e de vitamina D.

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