Módulo 1 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Drug-drug Interactions and Polypharmacy in Older HIV Persons

As interações farmacológicas no contexto das alterações neurocognitivas

Autor: Prof.ª Doutora Sílvia Ouakinin (Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, Portugal; Hospital de Santa Maria Centro Hospitalar Lisboa Norte, Portugal)

As interações no contexto das alterações neurocognitivas

A Academia de Medicina Psicossomática desenvolveu um quadro resumo, específico para os aspetos psiquiátricos na infeção por VIH e que descreve as contra-indicações ou as precauções necessárias face a mecanismos associados à metabolização dos fármacos a nível das isoenzimas do CYP450 (www.hivguidelines.org/clinical-guidelines/hiv-and mental.health/).11

Na prática clínica, a gestão do tratamento farmacológico deve ser integrada no contexto do tratamento global do doente e discutida com o médico infeciologista. De facto, existem situa- ções em que pode ser necessário usar fármacos off-label ou associações pouco habituais, tendo em vista conseguir a maior eficácia possível com o mínimo de perturbação do equilíbrio do doente. No caso do idoso, com maior risco de interações e alte- rações neurocognitivas, a articulação entre as várias valências clínicas é ainda mais relevante.

A tabela X permite exemplificar algumas linhas de orienta- ção em termos dos fármacos a utilizar, com menores riscos e salienta igualmente a importância da utilização de técnicas psicoterapêuticas no tratamento de várias patologias psi- quiátricas.12De destacar também a importância das técnicas de reabilitação cognitiva no tratamento precoce das altera- ções associadas a VIH.13

Ao nível da consulta, é necessário integrar alguns aspetos psicológicos e neurocognitivos na avaliação do doente. Por exemplo, para avaliar a depressão, perguntar aos doentes se se têm sentido mais tristes nos últimos tempos ou se referem uma perda de prazer e de gosto pelas coisas que habitualmente os interessavam, permite triar muitos casos de depressão. Nas alterações neurocognitivas associadas à infeção por VIH há algumas perguntas que podem ser feitas aos doentes que são muito importantes no sentido de avaliar a perda de memória recente, a lentificação e as alterações nas atividades de vida diária.14 De igual modo, algumas es- calas específicas para o VIH – a International HIV Dementia Scale e a HIV Dementia Scale – podem ser aplicadas como instrumentos de triagem, sem aumentar muito o tempo da consulta.15,16 Para além destas, outras estratégias podem também ser usadas em colaboração com a Psicologia, com a Psiquiatria ou com a Enfermagem permitindo uma deteção mais precoce de alterações neurocognitivas e a estruturação de um projeto terapêutico mais eficaz.

Tabela X. Resumo de recomendações clínicas para o tratamento psiquiátrico de 1ª linha, em indivíduos com infeção por VIH (adaptado de Freudenreich, 2010)

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