Porque é importante prevenir a Doença Pneumocócica em doentes com VIH?

A pneumonia é uma infeção na qual os alvéolos pulmonares ficam preenchidos com líquidos causando inflamação, sendo o agente bacteriano mais comum o Streptococcus pneumoniae. Este é transmitido através do contacto direto com secreções respiratórias de um infetado e é responsável, segundo a OMS, por 1,6 milhões de mortes por ano1 em todo o mundo, sendo assim uma das principais causas de morte evitáveis por vacinação.

Na pessoa com VIH, para além do risco acrescido de pneumonia há também um risco superior de doença invasiva pneumocócica (DIP) que ocorre sempre que a bactéria invade espaços anatómicos normalmente estéreis (Ex: circulação sanguínea, meninges).

Na pessoa com HIV, para além do risco acrescido de pneumonia há também um risco superior de doença invasiva pneumocócica (DIP) que ocorre sempre que a bactéria invade espaços anatómicos normalmente estéreis (Ex: circulação sanguínea, meninges).

Mortalidade em Portugal

Segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratória2 de 2017, a Pneumonia mata uma média de 16 pessoas por dia, uma pessoa a cada 90 minutos, sendo responsável por 5 mil óbitos por ano. Em 2018, foi responsável 44,6% das mortes por doenças do aparelho respiratório. Esta taxa de mortalidade está acima da média europeia e a maioria poderia ter sido evitada através de vacinação.

A Direção-Geral da Saúde (DGS)3 recomenda a vacinação dos adultos (≥18 anos) com infeção VIH pois são uma população que tem maior risco de desenvolver Doença Invasiva Pneumocócica. Segundo a norma da DGS 011/2015, quanto menores os valores de células CD4+, principalmente com <500 células/mm³, mais frequente é a ocorrência de Doença Invasiva Pneumocócica podendo causar sequelas graves como internamento ou mesmo mortalidade.

Risco acrescido de hospitalização

Segundo o Observatório Nacional das Doenças Respiratórias de 2017, a pneumonia é a principal causa de internamento hospitalar em Portugal com 43.199 internamentos e apresenta uma tendência crescente na última década, com um aumento em 171%.

A vacinação antipneumocócica3 deve ser administrada na janela temporal mais propícia à resposta do sistema imunitário. De forma a otimizar esta resposta, o indivíduo com VIH tem a recomendação de vacinação de preferência com linfócitos T CD4+ ≥200/mm³; em caso de linfócitos T CD4+ <200 células/mm³, protelar a vacinação com Pn23, ou considerar a administração de uma dose adicional de Pn23, após linfócitos T CD4+ ≥200 Células/mm³.

No caso de linfócitos T CD4+ <500 células/mm³ a vacinação é gratuita com ambas as vacinas, devendo o utente seguir o esquema vacinal recomendado na norma da Direção-Geral da Saúde.

Procure informação

55% das pessoas em risco, não vacinadas, não sabem da recomendação de vacinação pneumocócica apesar de 94% delas acreditar ter as vacinas em dia.

Administração

As vacinas pneumocócicas devem ser administradas na altura de maior capacidade de resposta do sistema imunitário do doente de acordo com as recomendações da DGS para otimizar a sua eficácia.

Tire as suas dúvidas

Aproveite a próxima consulta com o seu médico para lhe perguntar acerca do benefício da prevenção. Caso já tenha recebido uma das vacinas recomendadas complete o esquema de vacinação com a vacina em falta.

Qualquer umas das vacinas pneumocócicas disponíveis atualmente podem ser administradas simultaneamente com a vacina contra a gripe.

Se quiser saber mais acerca de recomendações de vacinação para doentes VIH pode consultar o PNV no ponto 2.3.2.7 4

VIH – Vírus da Imunodeficiência Humana
Pn23 – Vacina pneumocócica polisacarídica 23-valente
PNV – Plano Nacional de Vacinação

Referências:

  1. GRESP, Recomendações GRESP vacinação antipneumocócica, 2020
  2. Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, 13ª Relatório do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias, 2017
  3. Direção-Geral da Saúde, vacinação contra Streptococcus pneumoniae de grupos com risco acrescido para a Doença Invasiva Pneumocócica (DIP), Norma 011/2015 atualizada a 01/11/2021
  4. Direção-Geral da Saúde, Programa Nacional de Vacinação 2020

PT-NON-01638 04/22

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