Módulo 1 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Drug-drug Interactions and Polypharmacy in Older HIV Persons

Síntese

A prevalência de comorbilidades e de polimedicação é maior nos indivíduos seropositivos para VIH em comparação com os indivíduos seronegativos, incluindo nas faixas etárias mais avançadas.

A polimedicação e as alterações farmacocinéticas dos fármacos no idoso tendem a aumentar os níveis plasmáticos dos mesmos, contribuindo também para uma maior variabilidade inter-individual e maior risco de interações farmacológicas.

As interações com ARV podem ocorrer por inibição ou indução de enzimas ou transportadores, ou por alterações nos mecanismos de absorção.

A gestão das interações medicamentosas deve incluir uma primeira avaliação das possíveis interações e mecanismos inerentes, ponderando o ajuste da comedicação ou, quando tal não for possível, o ajuste dos ARV. O novo regime terapêutico deverá ser monitorizado.

Existem algumas ferramentas de apoio à avaliação de interações:

  • O website da Universidade de Liverpool que permite identificar interações entre ARV e outros fármacos e substâncias de abuso.
  • O website da Medscape que permite identificar interações entre fármacos que não sejam ARV.

Sempre que exequível, devem ser utilizados ARV com menor potencial para interações, como o RAL, o DTG e a RPV.

Nos indivíduos diagnosticados de novo, o controlo da infeção por VIH é prioritário, sendo recomendado o início com um esquema terapêutico de 1ª linha. Uma vez controlada a virémia, poderá ser necessário ajustar o esquema de forma a garantir a menor toxicidade possível e o menor impacto nas outras comorbilidades.

Nos indivíduos que envelheceram com infeção por VIH, o aparecimento de novas comorbilidades implica frequentemente a revisão da terapêutica antirretrovírica. Neste caso, os esquemas poupadores de nucleosídeos podem ser uma opção para reduzir ou prevenir toxicidade.

No coinfetado por VIH e VHC, o tratamento com ledipasvir/sofosbuvir deve ser cautelosamente monitorizado, principalmente quando em coadministração com ritonavir e TDF.

No indivíduo idoso com infeção por VIH e tuberculose, se a contagem de linfócitos T CD4+ for inferior a 50 células/µL o tratamento antirretrovírico deve ser iniciado até duas semanas após o começo da terapêutica antituberculosa, recomendando-se a monitorização cuidada.

A abordagem multidisciplinar no idoso com infeção por VIH é fundamental para o tratamento das comorbilidades e para melhorar a qualidade de vida e a sobrevida dos doentes.

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