Módulo 1 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Drug-drug Interactions and Polypharmacy in Older HIV Persons

O uso de antirretrovíricos em indivíduos idosos

Autor: Dr. Joaquim Oliveira Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra

Que antirretrovíricos utilizar no indivíduo idoso?

As opções de backbone do regime antirretrovírico são limitadas. Em relação aos INTR, são reconhecidos vários tipos de toxici- dade4, como:

  • A mitocondrial, que pode resultar em neuropatia, pancreatite, acidose lática, lipodistrofia;
  • O aumento do stress oxidativo;
  • A interferência com a citocromo c-oxidase a nível muscular.

Além destas, o abacavir (ABC) apresenta risco cardiovascular aumentado e o TDF tem sido associado ao encurtamento da telomerase, à toxicidade renal e a alterações ósseas (com par- ticular atenção na mulher com baixo peso, com menor massa muscular e com menor taxa de filtração glomerular).4,5

A escolha do terceiro componente também apresenta limitações. Em relação aos inibidores não nucleosídeos da transcripase reversa (INNTR), reconhece-se que:

  • O EFV apresenta potencial para causar interações medica- mentosas, além dos idosos serem, eventualmente, mais suscetíveis aos seus efeitos secundários;
  • A RPV, embora tenha um perfil mais favorável, carece ainda de informação para poder ser recomendada com segurança no indivíduo menos jovem;

No caso dos IP, o impacto metabólico, particularmente no indivíduo idoso com diabetes ou resistência à insulina, e as interações medicamentosas limitam a sua recomendação. Além disso, alguns estudos in vitro verificaram um aumento dos marcadores de senescência.2,4

Neste momento, a classe terapêutica que parece ser mais adequada é a dos inibidores da integrase, que tem menor probabilidade de interações medicamentosas e de impacto metabólico.

Além destas limitações, a existência de comorbilidades condiciona também a escolha de ARV, conforme indicado na tabela III (ver também o caso clínico 1).6

Tabela III. A escolha de ARV na presença de comorbilidades (adaptado de Greene et al., 2013)

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São necessários novos fármacos, com particular atenção para novas opções de backbone. Por outro lado, é necessário mais informação sobre o uso em indivíduos idosos dos ARV disponíveis ou de novos esquemas terapêuticos, como é o caso dos regimes sem nucleosídeos.4

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