Módulo 3 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Neurocognitive Disorders in HIV Infected Patients

Epidemiologia das alterações neurocognitivas nos doentes infetados por VIH

Autor: Dr. Joaquim Oliveira, MD (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Coimbra, Portugal)

Prevalência de HAND

Estima-se que a prevalência das HAND se situe entre os 12% (observados num estudo multicêntrico na região da Ásia) e os 69% (reportados numa coorte suíça).3,4

Antes da uniformização da terminologia, o estudo ALLRT (AIDS Longitudinal Linked Randomized Trials study) verificou que 39% (458 /1160), dos doentes com infeção por VIH apresentavam alterações neurocognitivas minor na primeira avaliação e, dos 389 que tiveram pelo menos uma avaliação de follow-up, 44% melhoraram após tratamento antirretrovírico. No grupo de 615 doentes com avaliação neuropsicológica normal na primeira avaliação, 21% (128) vieram a apresentar alterações neurocognitivas ao longo do follow-up.5

O estudo CHARTER (CNS HIV Antiretroviral Therapy Effects Research) observou que, em 1555 adultos com infeção por VIH, 33% apresentavam ANI, 12% MND e 2% HAD.6

Outros estudos, na Nigéria e em Itália (Roma e Brescia) avaliaram, também, a prevalência e incidência de HAND.7-9 Num estudo transversal com indivíduos infetados por VIH na Nigéria, sob terapêutica antirretrovírica durante pelo menos um ano, observou-se que 9,6% apresentavam ANI, 9,1% MND e 2,9% HAD, num total de 21,6% doentes com HAND.7 O mesmo estudo avaliou os fatores associados a HAND, identificando a duração e gravidade da infeção e interrupção da medicação como fatores de risco e, como fatores protetores, a carga vírica não detetável, a contagem elevada de linfócitos T CD4+ e a escolaridade.

Num estudo retrospetivo conduzido num centro em Roma (Itália), verificou-se que 36% apresentavam queixas de perda de memória, défice de atenção ou dificuldades na concentração.8 A prevalência de HAND entre os indivíduos que apresentavam queixas foi de 48%, diminuindo para 16% quando considerados os doentes sem queixas. Outro estudo em Brescia (Itália) observou uma prevalência de HAND de 47% entre 206 doentes com infeção por VIH, com 30,6% a apresentar ANI, 15,0% MND e 1,5% HAD. Como fatores de risco, foram identificados o sexo masculino, a escolaridade, a co-infeção por vírus da hepatite B (VHB) e o estádio de síndroma de imunodeficiência adquirida (SIDA).9

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