Módulo 4 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Renal Disease in HIV Infected and HIV/HCV Co-infected patients

Gestão clínica da doença renal em doentes coinfetados por VIH/VHC

Síntese

  • Globalmente 17% dos indivíduos infetados por VIH tem 50 anos ou mais de Além disso, 3 a 10% dos doentes apresenta alguma forma de disfunção renal crónica com valores de filtração glomerular inferiores a 60 mL/min/1,73m2.
  • Os indivíduos infetados por VIH e com doença renal crónica devem ser monitorizados, anualmente, no caso de ausência de fatores de risco ou, semestralmente, com fatores de risco identificados para nefropatia. A monitorização deve incluir a estimativa da taxa de filtração glomerular (isto é, eTGF) e a excreção de proteínas na urina (proteinúria).
  • A doença renal crónica é uma patologia de etiologia multifatorial, altamente variável, cujos fatores de risco incluem, por exemplo, presença de doença cardiovascular, diabetes mellitus, hipertensão arterial, consumo de tabaco e infeção por VHC.
  • A infeção por VIH aumenta o risco de aparecimento de doença renal crónica e de agravamento para insuficiência renal crónica terminal, em casos de carga vírica elevada, de redução na contagem de linfócitos TCD4+ e de fármacos com potencial nefrotóxico.
  • O risco de doença renal crónica associada a infeção por VIH aumenta em indivíduos com 50 ou mais anos de idade, com doença Nestes casos, a TARV deve ser selecionada, tendo em conta a globalidade do estado clínico do doente elegendo, primordialmente, os medicamentos com menor potencial nefrotóxico.
  • Marcadores como os níveis de eTFG, a presença de sedimento na urina e a proteinúria permitem monitorizar de forma precoce a existência de disfunção renal. Adicionalmente, deve fazer-se rastreio e tratamento das comorbidilidades concomitantes.
  • Apesar da nefrotoxicidade de algumas terapêuticas antirretrovíricas, valores reduzidos de linfócitos TCD4+ e elevação da carga vírica favorecem a administração precoce de terapêutica.
  • Por último, no caso de indivíduos coinfetados por outros vírus hepatotrópicos (por exemplo, VHB), considera-se como tratamento de primeira linha, o TDF em dose única semanal.
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