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De que modo HIV me afeta como mulher?

Ser uma mulher com HIV significa ter algumas preocupações específicas. Por conseguinte, muitas mulheres que sofrem da infeção pretendem saber de que modo esta afeta a sua fertilidade, a sua saúde reprodutiva e a sua menstruação.

Problemas de saúde ginecológicos e hormonais

Em primeiro lugar, HIV, além de atacar o sistema imunitário, afeta o sistema hormonal, principalmente quando a carga viral é elevada.

Tal poderá provocar alterações na menstruação como, por exemplo, longos intervalos de tempo entre os períodos ou ausência da menstruação apesar de não estar grávida.

Pode ter ainda hemorragias prolongadas ou em excesso e após as relações sexuais. Deve informar o seu médico para que possa ser encaminhada para observação.

Outra consequência da infeção por HIV no sistema hormonal é a diminuição da produção de dois tipos de hormonas, os estrogénios e a progesterona, o que pode afetar a fertilidade, uma vez que dificulta a possibilidade de engravidar devido ao aparecimento precoce da menopausa.

Além destes problemas relacionados com o sistema hormonal, a mulher com HIV sofre outros problemas de saúde ginecológicos que, devido à infeção por HIV, são difíceis de gerir e de tratar.

Um desses problemas é a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) que pode ser causada por bactérias ou por infeções anteriores, por exemplo, Infeções Sexualmente Transmissíveis (DST) não tratadas. Esta doença pode causar esterilidade, pelo que deve receber ajuda e tratamento rapidamente.

A mulher com HIV é também mais vulnerável à infeção pelo vírus do papiloma humano (HPV), o qual pode causar o desenvolvimento de células anómalas nas zonas genitais. Em alguns casos, tal resultará no aparecimento de verrugas genitais ou desenvolvimento de cancro do colo do útero.

Portanto, todas as mulheres com HIV devem realizar exames periódicos para detetar a possível presença do vírus do papiloma humano (HPV).

Além disso, pode surgir herpes genital recorrente ou candidiase vaginal.

Fertilidade para uma mulher com HIV

Uma das questões que uma mulher com HIV pode colocar é em relação à maternidade. Atualmente, os tratamentos antirretrovíricos podem reduzir a carga viral para níveis não detetáveis que, em conjunto com um parto induzido (ou um parto natural sob determinadas circunstâncias), permitem ter um filho com um risco de transmissão muito reduzido.

Contudo, caso pretenda ter um filho, recomenda-se que converse com a equipa médica antes de engravidar. A equipa médica avaliará a sua carga viral , se a medicação para o HIV é a mais adequada para uma grávida e se tem um bom estado de saúde, sem outras infeções.

Para engravidar, e se o seu parceiro não estiver infetado por HIV, existem métodos de reprodução assistida que reduzem o risco de transmissão do vírus ao membro do casal não infetado. Entre esses métodos, encontram-se a inseminação intrauterina ou a fecundação in vitro com microinjeção espermática. Outro método de reprodução será a auto-inseminação.

Além disso, é possível recorrer à reprodução natural controlada, quando a pessoa com HIV tiver atingido uma carga viral não detetável e reunir outra série de condições clínicas que reduzem o risco de transmissão.

No caso de ambos os membros do casal estarem infetados por HIV, a técnica de reprodução assistida normalmente utilizada é a inseminação intrauterina ou fecundação in vitro com microinjeção espermática. É igualmente possível recorrer à auto-inseminação ou à reprodução natural controlada.

Osteoporose e o HIV

Por fim, e além do contexto puramente ginecológico, existe outra doença que pode ter uma maior presença nas mulheres com HIV: a osteoporose.

A osteoporose consiste numa doença que enfraquece os ossos e aumenta a possibilidade de sofrer fraturas da anca, da coluna vertebral e dos punhos.

A osteoporose é mais frequente nas mulheres, em particular nas mulheres pós menopausa. Além disso, verificou-se que as pessoas com HIV costumam perder mais densidade óssea do que a população geral e, apesar de não estar confirmado, acredita-se que tal seja devido à própria infeção e aos tratamentos antirretrovíricos.

Portanto, caso seja mulher e esteja infetada por HIV, existe um risco maior do que o habitual de desenvolver osteoporose.

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