Módulo 4 – Curso pós-graduado – VIH e Envelhecimento

Renal Disease in HIV Infected and HIV/HCV Co-infected patients

Impacto clínico: epidemiologia e fatores de risco para doença renal em doentes infetados por VIH e coinfetados por VIH/VHC

Autor: Prof. Doutor Esteban Martínez, MD, PhD (Hospital Clínic de Barcelona – Universitat de Barcelona, Espanha)

Considerações finais

Em suma, verifica-se que a doença renal crónica está associ- ada a um risco acrescido de doença cardiovascular, especialmente em adultos com 50 ou mais anos de idade. Com o envelhecimento, os níveis de eTFG diminuem, especialmente, em grupos de elevado risco, como os indivíduos infetados por VIH. Nesta população, a própria infeção e, alguns fármacos antirretrovíricos podem afetar de forma negativa a função renal.

Com o envelhecimento da população infetada por VIH, a prevalência de comorbilidades aumenta e, como tal, a escolha da TARV está dependente da gestão clínica do doente na sua globalidade. Um dos fármacos que causa maior toxicidade renal é o TDF, como consequência da elevação da concentração plasmática, redução dos níveis de eTFG, idade  avançada, IMC  reduzido  e interferência  de  agentes  potenciadores, em particular, RTV.

Porém, ainda não é clara a influência intrínseca da terapêutica com IP na DRC. Na população de doentes coinfetados por VIH/VHC, o risco de toxicidade renal aumenta com determinadas combinações terapêuticas, como LDV/ SOF administrado com o TDF. Desta forma, é muito importante manter uma monitorização rigorosa e continuada, dos doentes idosos que tenham níveis de eTFG entre 30 e 60 mL/ min/1,73m2 e, que tomem medicamentos com potencial nefrotóxico. Idealmente, deve evitar-se que os valores de eTGF diminuam e que a proteinúria apareça ou aumente.

Em contrapartida, o pró-fármaco TAF apresenta menor toxicidade renal, mas não está confirmada a sua inocuidade total. Nestes casos, a monitorização de marcadores de toxicidade tubular deve ser realizada regularmente. Não obstante, TAF apresenta melhores resultados em geral, comparativamente, a TDF e, poderá substituir, gradualmente, este fármaco nos regimes antirretrovíricos.

Em particular, nos indivíduos com DRC, TAF pode ser uma alternativa viável, como é o abacavir (ABC). Indivíduos com proteinúria (200 mg/g) confirmada em duas medições consecutivas e, presença de β-microglobulina, bem como com anomalia tubular renal, têm indicação para substituição de TDF. Uma redução de eTFG acima de 5 mL/min/1,73m2 num ano, deve ser avaliada cuidadosamente e, caso esteja relacionada com a terapêutica, a administração de TDF poderá ser reconsiderada.

Todavia, o TDF mantém-se como um fármaco antirretrovírico de utilização preferencial, com mais de dez anos de experiência clínica, sendo o ajuste de dose possível e, recomendado para adultos com compromisso renal ligeiro a moderado.

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